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	<title>upon the sky,</title>
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		<title>upon the sky,</title>
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		<title>Ocho (&#8230;)</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 13:47:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
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		<description><![CDATA[Olha só, quanto tempo faz que você não aparecia aqui. É tempo, muito tempo. E não foram só segundos, ou horas em vão. Se lembra, se lembra de como tudo era tão bom? Você ali, eu ali também. Nós dois aqui, ou em qualquer outro lugar. Só precisavamos de nossa mútua companhia, assim bem recíproca [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=257&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Olha só, quanto tempo faz que você não aparecia aqui. É tempo, muito tempo. E não foram só segundos, ou horas em vão. Se lembra, se lembra de como tudo era tão bom? Você ali, eu ali também. Nós dois aqui, ou em qualquer outro lugar. Só precisavamos de nossa mútua companhia, assim bem recíproca mesmo. Só não sei onde erramos. Você também não saberia responder. E ninguém sabe. Disseram que não. Disseram que a culpa foi minha. Contudo, disseram também que a culpa foi sua. Erramos quando não colocamos sentimentos. Ou melhor, colocamos, e em excesso, mas não expressamos. E agora você está ali, e eu aqui. Distante, vazia, procurando conforto em braços alheios, simplesmente não encontrei. <strong>E você, encontrou?</strong> Amou novamente? Olha nos meus olhos, quero sentir a brisa da tua voz brincando com minha fronte corada. Quero sentir, você clamando meu nome da mesma forma. Faz tempo, ano. Momentos, lembranças. Faz tempo, e ainda assim, essa ferida não cicatrizou. Tanto tempo, tão pouco, ao mesmo (&#8230;) Tempo. Ainda assim, tão eu comigo, contigo. Ah o conosco permanece aqui, e ali também, guardado em nossos corações. Tão, sempre, presente. </p>
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		<title>Melodia em belos dias (&#8230;)</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 23:50:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esperava que esse dia chegasse. Rodava mundos, girava em canções de si menor, feito bailarina faceira de caixinha de música. Tinha aparência delicada, frágil como se qualquer toque severo pudesse destruí-la. Tinha olhos grandes e brilhantes, feito duas esmeraldas recém encontradas. Tinha também um brilho diferente, como se chamasse a atenção de pessoas de bom [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=254&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Esperava que esse dia chegasse. Rodava mundos, girava em canções de si menor, feito bailarina faceira de caixinha de música. Tinha aparência delicada, frágil como se qualquer toque severo pudesse destruí-la. Tinha olhos grandes e brilhantes, feito duas esmeraldas recém encontradas. Tinha também um brilho diferente, como se chamasse a atenção de pessoas de bom coração, puros, que estivessem dispostos a amá-la. Chamava atenção também, daqueles que queriam fazê-la sofrer, e desses, tinha aos montes.<br />
De tão exímia fragilidade, poucos faziam questão de protegê-la, poucos sabiam os limites de seu coração, que era exatamente como sua aparência – frágil delicado e facilmente destruído em pequenos pedaços.<br />
Não conseguia abrigar mais do que um sentimento, de tão pequenina que era. Havia momentos que chegava a ficar púrpura de tanto rancor, tanto ódio e principalmente tanta indecisão. Mas ainda assim, havia poucas coisas que lhe acalmavam, e entre soluços e tristezas, brilhava sua felicidade, com os olhos radiantes, hipnotizando. Apaixonando. </p>
<p>Ainda assim, havia algo naquele pequeno coração, que palpitava que acelerava e dilacerava momentaneamente. Havia amores que guardava. E poucos estes, conseguiam sentir sua presença, e perceber seus sinais. E havia um que prestava atenção nestes sinais, fazia dela seu caminho, e sua alegria. Amava a de todas as formas, de cabelos arrumados ou emaranhados, de roupas largas quais fossem de sorrisos ou lágrimas enfeitiçando teu olhar.<br />
Havia alguém que não queria perder a presença, queria protegê-la a todo custo. Havia alguém que daria a vida para vê-la dançar novamente, com aquele sorriso suave brincando com a brisa. E este alguém, havia convencido-a de que estava pronto para tudo, de que valeria a pena. E se não valesse, ainda existiam outros sentimentos espalhados pelo mundo, prontos para serem descobertos. Não havia mais limites, estavam presos, e não podiam sair daquela mágica proteção, <strong>qual era amar</strong>.  </p>
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		<title>Pálidas e penosas (&#8230;)</title>
		<link>http://uponthesky.wordpress.com/2009/11/24/palidas-e-penosas/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 21:21:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
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		<description><![CDATA[Tive um sonho, como se uma voz meio levada, sussurrasse uma canção de ninar, para espantar todos os meus receios. Era uma voz conhecida, como se aquele que mais queria ao meu lado, estivesse ali, e estivesse também, disposto a me proteger pelo resto da noite. Ele cantava algo com melodia suave, como se fossem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=252&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Tive um sonho, como se uma voz meio levada, sussurrasse uma canção de ninar, para espantar todos os meus receios. Era uma voz conhecida, como se aquele que mais queria ao meu lado, estivesse ali, e estivesse também, disposto a me proteger pelo resto da noite. Ele cantava algo com melodia suave, como se fossem ondas batendo nas pedras de um cais.<br />
<em>Sem medo, continua! Já sara, logo logo, te prometo!</em> – começava assim. E era justamente nas palavras finais que acordava assustada com toda aquela conexão empática. Dizia que só iria cicatrizar, quando por vez, me deixasse. Talvez estivesse esquecendo, que sem a sua presença, não haveria vida, e assim, em poucos dias estaria completamente transformada em pó. Talvez, fosse apenas uma metáfora qualquer, de jeito algum teria coragem de me deixar.<br />
Esse mesmo sonho me assombrou por meses a fio, depois de sua partida, ainda que sua existência fosse sentida, era como se estivesse me preparando para o pior. Afundei minha fronte nos travesseiros ainda afofados, com cheiro de cabelo molhado, levemente almiscarado. Senti por alguns segundos, suas mãos acariciarem minha fronte, brincando com minhas bochechas rosadas, que coravam mais e mais. Tentei encontrar um caminho, que me levasse ao dono daquelas carícias. Mas nada encontrei, e pelo contrário, nenhuma decepção tive, como se meu subconsciente já estivesse se adaptando a ideia de que não o tinha mais ao meu lado. Procurei entre os vãos da cama de mogno, e das paredes de carvalho antigo.<br />
Sua voz parecia cada vez mais real, como se estivesse se aproximando apenas para me testar, notar até onde conseguiria ficar sem seus abraços.<br />
<em>E então, está pronta para recomeçar?</em> &#8211; Escutei dizer em meu último sonho, enquanto caminhávamos juntos por um bosque repleto de flores silvestres. Tudo parecia exuberante, como se estivesse irradiando magia, de algo que não sabia. Caminhávamos juntos, as mãos entrelaçadas como se ainda houvesse cumplicidade entre nossas almas. Deitei-me no relento, e como num sonho primaveril, sua presença já havia se tornado apenas lembrança. Continuei deitada na grama, como se nada pudesse me tirar dali. Adormeci, e dessa vez com nada sonhei. Havia sido sua real partida, sua vez de dizer adeus, de me libertar para o mundo que havia ao meu redor. O bosque continuava florescendo quando acordei, apesar de sua ausência. Notei que era o meu amor que o transformava, a minha esperança em algo que não conhecia. Senti então pontadas leves, que começaram a aumentar a cada segundo que continuava ali, como se houvesse um veneno em minhas entranhas. Doía demais, e como. Era quase como um fogo, queimando bem ali no peito, deixando apenas um buraco vazio. Talvez, um buraco que sempre havia existido.<br />
<em>Logo sara, cicatriza de vez. E não flameja mais!</em> – desta vez, era uma voz mais doce, meio tímida, daquelas que tem medo do inesperado. Senti uma mão quente, tão quente quanto o fogo que antes me feria, tocar levemente minha fronte. Procurei encontrá-la, tateando cada parte até finalmente achar o abrigo. Era um alívio, uma cura.<br />
<em>Não vai embora, não, quer quem seja você.</em> – gritei ainda rouca de dor, tentando agarrar o mais forte possível a mão que pairava sobre mim.<br />
<em>Não tenho forças para sair daqui. Me desculpe!</em> – a antiga voz assombrou, tirando minhas mãos de seu aconchego, e prendendo-as novamente as suas. Tentei me libertar, e não conseguia. Como se ainda não estivesse disposta para deixar tudo, por alguma história inquieta. E então, os pesadelos voltaram, desta vez, um pouco menos tortuosos e mais mágicos. </p>
<p>Tive um sonho, onde uma voz misteriosa e doce, dizia para me libertar. Eu era apenas um pássaro alaranjado, com as asas quebradas e pés presos ao fundo da gaiola. Eu era apenas uma marionete daquele amor, <strong>aquele que antes curava hoje me enfeitiçou</strong>. </p>
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		<title>Lobos (sedentos) de vento (&#8230;)</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 21:24:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
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		<description><![CDATA[Existia uma montanha. No topo dessa montanha que existia em meu mundo, haviam lobos. Ninguém ao certo sabia o que eram esses tais “lobos”, podia ser qualquer coisa, menos o animal uivante. Ninguém também tinha coragem de escalar para descobrir.
Ainda era pequena, quando todos começaram com a tal lenda, cresci ouvindo milhares de versões, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=247&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Existia uma montanha. No topo dessa montanha que existia em meu mundo, haviam lobos. Ninguém ao certo sabia o que eram esses tais “lobos”, podia ser qualquer coisa, menos o animal uivante. Ninguém também tinha coragem de escalar para descobrir.<br />
Ainda era pequena, quando todos começaram com a tal lenda, cresci ouvindo milhares de versões, e milhares de histórias de pescador. Só que tinha uma certeza, apenas uma – não eram lobos comuns, como os dos livros de biologia. E queria provar essa minha certeza, como se fosse uma questão de orgulho.<br />
Estava parada na frente daquela montanha, onde rosas surgiam como um caminho de perdição, quase não reparei nos espinhos. Quase, não lembrei. Haviam também inúmeros atalhos, e como haviam. Mas não, dessa vez lembrei rapidamente. Atalhos possuem armadilhas, que você desconhece. O outro caminho poderia ser muito mais longo, e sabia disso, porém ao chegar ao topo, minha satisfação seria maior, por isso, optei pela segunda opção. Não estava pensando no que poderia encontrar, no que poderia viver durante esses dias (dias, digo mesmo) de caminhada. Deitaria nas sombras das árvores, comeria a fruta que a natureza deu. <strong>Seria mágico, e foi. </strong><br />
Ao notar que já estava dentro da trilha, pensei nas inúmeras pessoas que me esperariam ao descer, até o sol nascer. Pensei nos amores, nas histórias mal resolvidas que ninguém quis discutir. Pensei no sorriso daquela amizade que mais necessitava. Havia deixado um mundo todo para trás, para encontrar o que queria, e que ao certo, não sabia bem o que queria encontrar.<br />
E foram dias, horas, minutos, segundos incansáveis que não davam sinal algum de término. Escutei vozes, vi brilhos, vi animais que não deveria ver. Mas nada de lobo, nada de uivo, nada de patas, de latidos. Nada de nada. Era como se naquele instante, só existisse eu no mundo. E ninguém se importava, até porque o ninguém também não existia.<br />
- Aquela que sobe aflita, é ela? – perguntou um homem branco como neve, para um garoto de aparência mais jovem, qual não conseguia ver o rosto, tapado pela máscara de um lobo selvagem.<br />
- Ela veio, ela veio! – o garoto sorriu, e pela primeira vez notei o seu rosto. Certa decepção, talvez. Mas sabia que ao menos havia tentado.<br />
Dei meia volta , e em passos largos, praticamente sem forças, escutei que ele havia chamado meu nome.  Não olhei para trás, não fazia questão de vê-lo outra vez. Sabia que na outra ponta da montanha, lá em baixo, haviam vidas me esperando. E não podia deixá-las assim, sem satisfação. Era injusto, e como era. Apenas gritei:<br />
- Desculpe, não te amo mais.<br />
Então, corri para os braços, das únicas pessoas que poderiam me dar uma vida próspera, uma vida real. Eles eram meus, e eu pertencia a eles.  </p>
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		<title>Jardins (&#8230;)</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 23:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
		<category><![CDATA[tatiana kolenczuk]]></category>

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		<description><![CDATA[
Não lembro ao certo, dos sonhos que tive aquela noite, ainda assim, toquei a ausência da cama, os lençóis ainda estavam mornos, era como se ela ainda estivesse ali ao meu lado. Enquanto caminhava até a cozinha, alguns raios de cores tocavam minhas pupilas, fechava os olhos para tentar fugir daquele tormento, e de nada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=242&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-243" title="DSC07592" src="http://uponthesky.files.wordpress.com/2009/11/dsc07592.jpg?w=361&#038;h=70" alt="DSC07592" width="361" height="70" /></p>
<p>Não lembro ao certo, dos sonhos que tive aquela noite, ainda assim, toquei a ausência da cama, os lençóis ainda estavam mornos, era como se ela ainda estivesse ali ao meu lado. Enquanto caminhava até a cozinha, alguns raios de cores tocavam minhas pupilas, fechava os olhos para tentar fugir daquele tormento, e de nada adiantava. Não olhei para o relógio, não queria calcular quantas horas já estava longe dela, ia doer mais do que o costume, porque desta vez, ela não voltaria na manhã seguinte para me buscar.<br />
Resolvi sair para caminhar, da mesma forma como fazíamos todos os dias. Aquele curto trajeto, onde já conseguíamos claramente descobrir se havia algo de errado ou não. Fazíamos as previsões do dia logo cedo, logo ao acordar. Dependia do nosso humor, e como dependia. Dependia também, dos surtos que tínhamos antes de dormir, ou das risadas abafadas que dávamos. Desta vez, a conversa não existira. A rua estava pintada em tons opacos, como se o mundo resolvesse descolorir para mostrar luto pela sua partida. Caminhei entre as nuvens, como se tentasse adiantar o sofrimento, não agüentava mais saber que não fitaria seu sorriso novamente. Não tinha forças para continuar sem ela, e isso era evidente. Era como se o vazio batesse a minha porta a todo instante, de mãos dadas com a nostalgia que adorava me assombrar. Traziam com eles os momentos que tivemos, onde vivíamos em um mundo só nosso, a parte daqueles que não nos agradava. Ríamos, corríamos, descíamos morros e no final, tudo parecia perfeito outra vez. Estávamos prontas para recomeçar, quantas vezes fossem necessárias. Só queria, dessa vez, ter a certeza que recomeçaríamos no dia seguinte.<br />
Caminhando pela rua, todas as almas ao meu redor pareciam contentes com tal partida, pareciam estar radiando uma felicidade falsa, que pudesse assim me irritar profundamente. Só devia continuar caminhando, sem olhar para trás. Só devia ter deixado tudo para trás, sem me importar com aquela pequena criança sentada sob a soleira de uma macieira.<br />
- Como vai o teu jardim? – perguntou, com os olhos escuros fitando minha agonia. Era como se conseguisse sentir meu coração, por mais distante que estivesse dele.<br />
- Como? – fiz-me de desentendida, não gostava de falar com estranhos. Muito menos, comentar sobre minhas tristezas com eles.<br />
- Tem uma senhora sentada ao meu lado, e ela está me perguntando, como está o teu jardim? – repetiu.<br />
- Desculpe-me, não posso vê-la – continuei caminhando, não quis ficar presa a uma conversa sem beiras, que certamente, não haveria conclusão ou realidade alguma.<br />
- Mas pode senti-la, não pode? – perguntou. – Como vai o teu jardim?<br />
- Não irá desistir enquanto não responder, esta é a verdade? – estava cansada, dei-me por vencida, e então, sentei-me em sua frente.</p>
<p>Pensei comigo, como estava meu jardim. Sabia que não era um jardim comum, de flores e amores, era apenas de amores. Pensei novamente, estava completamente abandonado. Não haviam mais violetas e margaridas crescendo sincronizadas, não havia mais quem cuidar delas. Estava repleto de ervas daninhas, que sufocavam as violetas, e cortavam as raízes das margaridas por inteiro. Estava abandonado, despedaçado, sem vida. E sabia bem o motivo disso. Tudo era uma conseqüência de sua ausência.<br />
- Não adianta apenas pensar, ela pode te escutar – a garotinha completou, sorrindo levemente, como se meus pensamentos fossem as respostas que ela gostaria de ouvir.<br />
- É, está assim – senti sua pequena mão tocar minha fronte, limpando as lágrimas cristalinas que formavam ao redor de meus olhos sem brilho.<br />
Sorriu, e então levantou, rodopiando ao meu redor, tocando toda a grama que estava entre nós. As nuvens começavam a se afastar, dando espaço para uma dança que não podia ser interrompida. Pegou minha mão e me levantou, para dançar com ela. Giramos, giramos, flutuamos, e por fim sorrimos. Com um ruflar ensurdecedor de asas de anjos, pequenos querubins surgiram ao nosso redor. E não só estes, surgiram fadas, e outros seres místicos, que rodavam como uma grande roda. Vi a imagem de um leão, bem no horizonte, este cantava uma música de ninar, que já era minha conhecida, e então, todas as flores voltaram à cor natural, vivas, riquíssimas. As margaridas surgiram primeiro, e então, pequenas violetas surgiram ao meu redor, formando um círculo, como se fizessem questão de me proteger de qualquer coisa.<br />
- Todos queriam ver seu jardinzinho, o verdadeiro. Pois a senhora nos falou tanto sobre ele, disse que passaria o resto dos anos falando apenas dele.<br />
Sorri, como se aquele fosse o momento mais mágico qual havia vivenciado. E de fato, era o mais mágico. Sentia sua presença, como se tudo tivesse recomeçado.<br />
- Como está o teu jardim? – ela perguntou pela última vez.<br />
- Da forma como haveria de estar, radiante. Pois sei, que ela sempre estará aqui comigo. Até o fim. </p>
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	</item>
		<item>
		<title>Bem natural (&#8230;)</title>
		<link>http://uponthesky.wordpress.com/2009/11/10/bem-natural/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 01:07:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
		<category><![CDATA[tatiana kolenczuk]]></category>

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		<description><![CDATA[E agora estou pronta para ir
e sorrir, sem tua presença.
Estou pronta para dormir
sem pensar que o futuro
me convença. 
Quero ir até o fim do
mundo, e gritar que sou sua,
gritar, girar, gritar, dizer
que nada mais quero, senão
você.
E o amanhã precisa entender
que o hoje ainda não encerrou.
Ainda há tempo, e se há tempo
ainda há amor, e então, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=239&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>E agora estou pronta para ir<br />
e sorrir, sem tua presença.<br />
Estou pronta para dormir<br />
sem pensar que o futuro<br />
me convença. </p>
<p>Quero ir até o fim do<br />
mundo, e gritar que sou sua,<br />
gritar, girar, gritar, dizer<br />
que nada mais quero, senão<br />
você.</p>
<p>E o amanhã precisa entender<br />
que o hoje ainda não encerrou.<br />
Ainda há tempo, e se há tempo<br />
ainda há amor, e então, você<br />
ainda está aqui. </p>
<p>Não foge, não me deixa<br />
não me convence da tua ausência.<br />
Prossegue ao meu lado, como<br />
está agora, e dessa vez, não me<br />
deixa recomeçar. </p>
<p>Segura forte minha mão,<br />
e diz que não, não é para largar<br />
não posso te deixar, não agora.<br />
E o meu agora, é o nosso nunca.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Bicicleta neurótica, garotas nervosas (&#8230;)</title>
		<link>http://uponthesky.wordpress.com/2009/11/09/bicicleta-neurotica-garotas-nervosas/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 19:32:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
		<category><![CDATA[tatiana kolenczuk]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Pietro Mayer e Danielle Cristina
﻿
Poderia ser como todos os outros dias. Caminhariam sem cessar, procurando risadas em momentos banais, procurando algo que não sabiam bem o que queriam encontrar. Poderia ser, e se poderia. Mas não foi. Encontraram o que queriam, em alguém que não sabiam desejar.
Poderia ser como todos os outros dias. Almoçariam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=236&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Para Pietro Mayer e Danielle Cristina</em></p>
<p>﻿</p>
<p>Poderia ser como todos os outros dias. Caminhariam sem cessar, procurando risadas em momentos banais, procurando algo que não sabiam bem o que queriam encontrar. Poderia ser, e se poderia. Mas não foi. Encontraram o que queriam, em alguém que não sabiam desejar.<br />
Poderia ser como todos os outros dias. Almoçariam em meio a desconhecidos íntimos, almas que as observavam. Poderia ser, e foi, até então.<br />
Poderia ser como todos os outros dias. Poderia ser como todas as outras vezes em que haviam visitado aquela livraria. Andariam pelos dois andares, em busca de algo que fosse bom o suficiente para presentear a alguém. Poderia ser, e não foi. Sempre há um, porém, um alguém que surge, e este alguém, também procuravam por elas. Sem saber.<br />
Poderia ser como todos os outros dias. Procurariam entre as prateleiras, rindo do que viam, lembrando de pessoas que detestariam, e detestavam desde outras vidas. Mas ele estava ali, esperando por elas. Procuravam o mesmo, eram almas que estavam destinadas a se encontrarem. Sentiu a troca de olhar no mesmo objeto de desejo, e juntos, soltaram um brilho radiante. Era inevitável, dia ou outro, encontrar-se-iam em alguma esquina de seus destinos. Suas mãos tocaram, sentiu sua presença, e então olhou para o lado, e sorriu.<br />
- Este é meu – ele disse em tom de possessividade total.<br />
- Este é meu – ela disse no mesmo tom.<br />
Poderia ser como todos os outros dias, se não quisessem o mesmo. Riram como duas crianças que se conheciam a tempo.<br />
- Garotas das caminhadas? – ele perguntou<br />
- Garoto da bicicleta? – elas complementaram.<br />
Riram como crianças que se conheciam a tempo. É, poderia ser isso mesmo. Estavam destinados desde outras vidas, só se esperava o momento certo, o momento onde ambos quisessem o mesmo. E queriam. Queriam viver, conversar, passar a tarde deitados no chão de um apartamento vazio, assistindo o filme que todos ali queriam. Queriam era alguém que os entendesse os seus problemas, os seus vazios. Queriam apenas viver, sentir a felicidade em suas mãos.<br />
Poderia ser como todos os outros dias. Mas não foi. Porque este era destinado ao início de sua amizade, ao seu encontro. <strong>Onde duas almas cansadas de tanta busca, acabaram por se cruzar.</strong> E continuavam ali, deitados, sorrindo calados para o destino que havia lhes aprontado outra. </p>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Pergunte-me até onde vou (&#8230;)</title>
		<link>http://uponthesky.wordpress.com/2009/11/09/pergunte-me-ate-onde-vou/</link>
		<comments>http://uponthesky.wordpress.com/2009/11/09/pergunte-me-ate-onde-vou/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 00:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
		<category><![CDATA[tatiana kolenczuk]]></category>

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		<description><![CDATA[Para Danielle Cristina
I
Estava parada na frente de sua casa, esta por sua vez tinha tons marfim, com pequenos tijolos claros na fachada, e um caminho de pedras também claras que guiavam até a grande porta de vidro. Ao redor da casa, algo deixava evidente que era aquela. Não sabia o número, só tinha o nome [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=234&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Para Danielle Cristina</em></p>
<p style="text-align:left;"><strong>I</strong><br />
Estava parada na frente de sua casa, esta por sua vez tinha tons marfim, com pequenos tijolos claros na fachada, e um caminho de pedras também claras que guiavam até a grande porta de vidro. Ao redor da casa, algo deixava evidente que era aquela. Não sabia o número, só tinha o nome da rua, mas sabia, era aquela. Andou três quadras, de ponta a ponta, até ter a certeza. Tinha um brilho diferente, e era cercada por violetas na janela, o que de fato, confessava o crime. Era aquela, só poderia ser. Achou o celular em sua bolsa, entre papéis amassados e um moleskine antigo. Discou o número com certo receio, temia que sua resposta não fosse suficiente, que não lembrasse, que não sentisse sua falta. Discou novamente, e desta vez, permaneceu esperando.<br />
- Alô? – escutou.<br />
- Ahn, Danielle? – perguntou.<br />
- Ela! Quem gostaria? – não se lembrava de sua voz, e isso doía. Mas perdoava, já fazia tanto tempo.<br />
- Aquela que você deixou – disse, com a voz meio chorosa.<br />
- É você?<br />
- Quem mais poderia ser? – retrucou.<br />
- Senti sua falta.<br />
- Hipocrisia, confesse – estava indignada, de certa forma, não lembrava nem mesmo de sua voz.<br />
- Como está? Faz tanto tempo que não te vejo, pensei em ti todos os dias – sua voz tinha um tom de efusividade, sabia que parte daquilo era verdade. Pois havia sentido o mesmo, todos os dias. Porém, a dor do abandono era maior.<br />
- Você não fez questão de me procurar, sabia? – só conseguia pensar em jogar tudo ao alto, era como um término de anos de sofrimento.<br />
- Me desculpe! Como ele está? &#8211;  ela disse, tentando fugir do passado que havia deixado para trás.<br />
- Está bem, está bem! Por que não me procurou? – tudo o que queria era receber uma resposta, qualquer que fosse.<br />
- Não sei explicar, você não entenderia.<br />
- Pensei em você todos os dias, todos os instantes. Pensei se você já teria me trocado por outro alguém. Consegue entender a aflição que passei? Porra! – não queria prolongar esse sentimento de vazio.<br />
- Nunca te trocaria, você é insubstituível. E você já encontrou outro alguém? – perguntou, com risadas em sua garganta. Lembrou-se então, como todas suas conversas sempre acabavam em risadas, e inevitavelmente gostava disso.<br />
- Você é o meu ponto de paz, não há como encontrar outro.<br />
- Te digo o mesmo. Sabe o que mais queria nesse momento?<br />
- O quê? – perguntou meio receosa.<br />
- De um abraço teu, do teu sorriso. Ah como senti falta do teu sorriso, do teu olho verde radiante.<br />
- Já pensou em olhar pela janela? Algum dia, eu posso estar parada esperando tua presença.</p>
<p>Avistou a janela abrir, um movimento suave na cortina alaranjada. Avistou sua imagem, havia mudado tanto. Estava com os cabelos compridos e penteados, com pequenos cachos nas pontas. Vestia um casaco de couro marrom, que combinava com seus tons. Ainda assim, permanecia com o mesmo sorriso infantil, que tanto admirava. Avistou seus olhos fitarem o outro lado da janela. Avistou um clarão, um borrão, que abriu a porta de vidro e entre surtos e soluços, saiu correndo em sua direção. Caíram juntas no chão, rindo, rolando, rindo novamente. Era como se anos atrás tivessem voltado em segundos. As duas pequenas garotas juntas outra vez, deitadas sob o céu ensolarado, rindo daquilo que faria todos os outros derramarem lágrimas.<br />
- Você veio – ela disse.<br />
- <strong>Desistir não é nobre, e arduamente não desistimos</strong> – completou.<br />
- Nunca parei de pensar em você.<br />
- Nunca parei de sonhar com você.</p>
<p style="text-align:left;"><strong>II</strong><br />
Acordou do transe, assustada, com os cabelos bagunçados. Suava frio, suava quente, suava sentimentos agonizantes. Fitou o teto branco, seus olhos estavam instáveis, procurando uma resposta para todo aquele sonho terrível. Procurou a pequena bancada ao lado de sua cama, repleta de movimentos calculados, sem acordá-lo. Acendeu um cigarro, e saiu a caminhar pela casa. Olhou-se no espelho, continuava a mesma – cabelos ruivos e curtos, olhos de ressaca esverdeados. Aparentemente, nada havia mudado. Procurou por um relógio nas paredes, esqueceu que não conseguia observar as horas neles. Procurou pelo seu celular, ainda era cedo. 4:21 da manhã. Mesmo assim, não resistiu, discou os números que sabia de cor desde seus quinze anos.<br />
- Alô? – perguntou.<br />
- Diga! – escutou a voz ríspida.<br />
- Está me ouvindo? – perguntou novamente.<br />
- Claro que estou o que queres? Ainda não são cinco da manhã!<br />
- Só queria ter a certeza de que ainda estava aí – desligou.</p>
<p style="text-align:left;">Caminhou novamente ao quarto, deitou-se ao seu lado, e adormeceu. Tinha certeza, de que a sua ausência, não passava de um pesadelo qualquer. Já fazia tanto tempo, e ela ainda estava ali, ao seu lado. E se fosse preciso, iria ao seu encontro, em qualquer lugar.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>A alegria não é difícil (&#8230;)</title>
		<link>http://uponthesky.wordpress.com/2009/11/08/a-alegria-nao-e-dificil/</link>
		<comments>http://uponthesky.wordpress.com/2009/11/08/a-alegria-nao-e-dificil/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 02:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Da Autora]]></category>
		<category><![CDATA[tatiana kolenczuk]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://uponthesky.wordpress.com/?p=232</guid>
		<description><![CDATA[Para Victor Gimenes
- Já estou aqui – ouviu sua voz do outro lado do celular, neste instante, seu coração acelerou.
Passava da meia noite quando recebeu a ligação de quem mais esperava, e apesar de todo o risco que corria, abriu um sorriso de ponta a ponta de sua fronte, sabia que seria mágico, como todas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=232&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:right;"><em>Para Victor Gimenes</em></p>
<p>- Já estou aqui – ouviu sua voz do outro lado do celular, neste instante, seu coração acelerou.<br />
Passava da meia noite quando recebeu a ligação de quem mais esperava, e apesar de todo o risco que corria, abriu um sorriso de ponta a ponta de sua fronte, sabia que seria mágico, como todas as outras vezes que se encontravam.<br />
Andou pelo corredor, como se flutuasse, em passos miúdos, sem que qualquer tipo de barulho fosse feito. Abriu a porta, e do lado de fora, com os pés frios no chão de pedra marmorizada, sentou-se e vestiu seu all star (sujo) favorito.<br />
- Estou descendo, um momento – respondeu, sabendo que ele ainda esperava do outro lado da linha. Desta vez, não quis esperar os elevadores com fama de demorados, desceu degrau por degrau, dos dez andares que ainda lhe restavam.<br />
Avistou sua imagem de costas, trazia em sua mão uma pequena cesta, e dois cobertores de lã xadrez. Se o seu coração já estava disparado, ao ter a certeza de que ele estava ali, entrou em uma batida de transe, sem cessar. Foi ao seu encontro, e antes mesmo de chegar ao seu lado, ele já havia notado sua presença.<br />
- Para onde vamos? – perguntou, temendo a resposta que poderia levar.<br />
- Não pergunte, só venha comigo – ele disse, dando um beijo suave em sua fronte. Ela retribuiu o sorriso, sem muito esforço para tal expressão que já era natural.<br />
Seguiram calados, andando pelas ruas escuras. Sentiu a brisa bagunçar seus cabelos, estava encolhida em seu moletom folgado, enquanto ele apenas guiava sua mão, mostrando o caminho que deveria seguir. Não demorou muito, até que encontrou uma praça vazia, aquela mesma que sempre frequentavam. Tudo parecia preparado, como se todos os cosmos e astros e fadas e seres místicos estivessem colaborando para o amor que ambos sentiam.<br />
Ele esticou uma das cobertas no chão, deitando sobre a mesma e olhando para o céu. Ela deitou-se ao seu lado, fitando o mesmo luar. Estavam ali, juntos, como se nada no mundo pudesse estragar o momento. Sentia em seu corpo, uma felicidade radiante, da ponta dos pés, até sua cabeça. Não queria perder um momento sequer, só queria permanecer ali, rodeada pelos seus braços, sentindo que tudo era real.<br />
Fechou os olhos, e enquanto sentia sua mão acariciar seus cabelos, teve a certeza de que ele era seu caminho, sua razão, sua vida. Não havia sentido para continuar, senão fosse pela sua presença. Antes tinha medo de pensar que seu amor era tão forte, tentava evitá-lo, guardar parte do que sentia em alguma caixinha, mas agora, não havia mais necessidade. Queria apenas gritar a cada estrela que ele era tudo o que tinha. E não fazia questão de nada mais.</p>
<p>- <strong>Eu te amo</strong> – escutou ele sussurrar, enquanto os pensamentos continuavam a surgir. Pela primeira vez, sentiu o que era viver por alguém. Pela primeira vez, quis viver por alguém.</p>
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		<title>Quando você quiser, é só me telefonar (&#8230;)</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 16:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Tatiana Kolenczuk</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dos Ídolos]]></category>
		<category><![CDATA[www.myspace.com/replacemusic]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu sou o sinônimo de quem já te amou, hoje sou um impecílio mas sei que você gostou do jeito como te tratei, ninguém nunca tratou. Hoje podemos dizer que você se apaixonou e que tá louca pra voltar atrás!
Ninguém precisou chegar e me contar que você está arrependida e todo dia a chorar, me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=uponthesky.wordpress.com&blog=7052877&post=230&subd=uponthesky&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Eu sou o sinônimo de quem já te amou, hoje sou um impecílio mas sei que você gostou do jeito como te tratei, ninguém nunca tratou. Hoje podemos dizer que você se apaixonou e que tá louca pra voltar atrás!<br />
Ninguém precisou chegar e me contar que você está arrependida e todo dia a chorar, me desculpe mas não tem nada que eu possa fazer, por sair da minha vida, eu só tenho a agradecer. <strong>O mundo roda e você rodou também</strong>.<br />
Eu não sei se eu fui claro, vou explicar pra você: quando um dia tinha tudo fez tudo pra perder, agora acho que tá tarde pra se arrepender, e se for pensar direito eu tô melhor sem você.<br />
Você acha isso estranho mas pra mim é normal, fim de relacionamento é muito natural. Tudo o que começa mal, acelera o final, a dor é inevitável, o sofrimento é opcional..</p>
<p>Vem que vem, pede outra chance que você não tem. Sem ninguém, é isso que vai acontecer, sem ninguém. Chora chora, olha o choro, eu quero mais, mas agora eu tô por cima e você? Tanto faz! Era um garoto que como eu, te amava mas um dia te esqueceu.</p>
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