upon the sky,


Epitáfio (…)
Abril 27, 2009, 12:52 am
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Dedico o canto aflito de toda uma nação, para aquelas pessoas que não tiveram a chance de me conhecer. Para meu amor, dedico minhas últimas palavras, memórias que nunca cansarei de relembrar.

Antes de te conhecer, meus pés pareciam flutuar por um chão inexistente. Pensamentos vagavam sozinhos por uma imensidão. E lá estava eu, perdida entre tantos conflitos, sem saber o rumo certo qual deveria seguir. Eram noites de farra, bebidas, cigarros a parte. Tudo ao meu redor parecia fora do lugar, mas você chegou e modificou toda uma realidade. Faceiro, com um sorriso estampado. Olhos que brilhavam, guiavam-me até o correto. Sem sequer notar, parecia que tua presença me completava de forma até então estranha. Estranha, porque até então era desconhecida. Não sabia o poder que tuas palavras poderiam ter sobre minha vida. Da mesma forma que me acalentavam com pequenos elogios, me destruiram sem saber. Antes temia qualquer tipo de amor, qualquer tipo de demonstração de afeto, que pudesse me tornar uma garota como todas as outras, que vivem loucamente dedicadas por um só coração. Esquecem até mesmo, de dedicar um tempo para o seu próprio amor. E é esse amor, que sempre acaba ficando ferido, num piscar de olhos. Porém, este piscar de olhos demora muito tempo, e pode acabar nos cegando. Deixamos de perceber pequenos detalhes, fragmentos de sentimentos que ficaram subjetivos entre tanta sede. Quando notamos a realidade, sentimos que é tarde demais pra compreender estes detalhes. É tarde demais para compreender o que é não ter você. A dor que tua ausência trás. Tarde demais para acreditar que tudo realmente aconteceu.

“Temer o amor é temer a vida, e os que temem a vida já estão meio mortos” – ela escreveu, em letras desenhadas sobre seu tumulo. Mas lá, ela ainda não se deitou.

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