Arquivado em: Da Autora | Tags: Cotidiano, crítica, kolenczuk, lembranças, recomeçar, tatiana, viver
Olho para trás e reparo tudo o que já me ocorreu. Não é tempo, como os que outros têm. Mas foi suficiente para decepções ocorrerem. Entre essas, houveram também recordações quais faço questão de guardar o mais perto possível. Desde o primeiro brinco de ouro, até as últimas compras de inverno. Um sorriso, uma borboleta na barriga. Uma música e um pequeno trecho. Olhos que guiaram dias consecutivos, e olhos que partiram repletos de lágrimas.
Em tão pouco tempo, aprendi a ser forte. Muitos ainda julgam como indiferença, porém, consigo garantir que é apenas uma sólida barreira. Depois de tanto sofrimento, tantos momentos que senti vontade de sumir, a barreira já é parte essencial. Ela que me ensina e protege de tudo aquilo que poderia vir me destruir.
Mesmo com tanto que vivi, com o tanto que ainda ei de encontrar, pergunto-me se cada passo incerto valeu a pena. Cai, levantei-me a caminhar. Não sei ao certo por quanto tempo ainda viverei nessa rotina. De recomeços, encontros e desencontros. Este, é só mais um. O primeiro em alguns quesitos, talvez até mesmo o último em outros. Contudo, é único, como todos os que deslizaram em minhas lembranças.